Um extrovertido tímido, um realista surreal,
um iconoclasta que ansiava por tornar-se ele mesmo um ícone,
um homem que podia beber com polícias num dia,
assistir a filmes pornográficos com Dali no outro,
fazer amor com algumas das actrizes mais belas do mundo
e morrer solitário em sua cama depois de uma vida inteira
de auto-abuso absolutamente heróico,
ou pelo menos incontestavelmente artístico.
O homem que se parecia com uma tartaruga elegante
foi compositor, escritor, realizador de cinema, cantor, fotógrafo,
intelectual, artista plástico, actor, bêbado, provocador e amante.
Populista, fez de tudo.
Por não dominar o inglês, não conquistou o mundo.
Serge Gainsbourg criou as mais verdadeiras e belas histórias de amor
nas letras das suas músicas. Sempre as ouvimos,
agora podemos tentar perceber
o que na vida lhe acontecia
para que as escrevesse assim.
Aqui fica apenas um pequeno aperitivo do filme.
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