Segunda-feira, Julho 13, 2009
Na grande claridade do dia
o sossego dos sons é de ouro também.
Há suavidade no que acontece.
Se me dissessem que havia guerra,
eu diria que não havia guerra.
Num dia assim nada pode haver
que pese sobre não haver senão suavidade.
Fernando Pessoa
in
Livro do Desassossego
o sossego dos sons é de ouro também.
Há suavidade no que acontece.
Se me dissessem que havia guerra,
eu diria que não havia guerra.
Num dia assim nada pode haver
que pese sobre não haver senão suavidade.
Fernando Pessoa
in
Livro do Desassossego
Terça-feira, Julho 07, 2009
UM ANO DE CINEMA(S)
os melhores filmes estreados entre
Junho 2008 e Junho 2009
de 9 a 31 de Julho e de 1 a 30 de Setembro
no Teatro do Campo Alegre
Preço Único: 3,50€
Sessões às: 18h30, 22h00
O ACONTECIMENTO
de M. Night Shyamalan
quinta, 09 Julho
(m/12)
ALEXANDRA
de Alexander Sokurov
sexta, 10 Julho
(m/12)
BAILE DE OUTONO
de Veiku Õunpuu
sábado, 11 Julho
(m/16)
YELLA
de Christian Petzold
domingo, 12 Julho
(m/12)
O MEU IRMÃO É FILHO ÚNICO
de Daniele Luchetti
segunda, 13 Julho
(m/12)
TROPA DE ELITE
de José Padilha
terça, 14 Julho
(m/16q)
PARIS
de Cédric Klapisch
quarta, 15 Julho
(m/6)
OS AMORES DE ASTREA E DE CELADON
de Eric Rohmer
quinta, 16 Julho
(m/12q)
O ESTADO MAIS QUENTE
de Ethan Hawke
sexta, 17 Julho
(m/16)
DESTRUIR DEPOIS DE LER
de Joel e Ethan Coen
sábado, 18 Julho
(m/12)
ENTRE OS DEDOS
de Tiago Guedes e Frederico Serra
domingo, 19 Julho
(m/16)
ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE MORRESTE
de Sidney Lumet
segunda, 20 Julho
(m/16q)
DO OUTRO LADO
de Fatih Akin
terça, 21 Julho
(m/12q)
TEMPESTADE TROPICAL
de Ben Stiller
quarta, 22 Julho
(m/12)
A SOLIDÃO
de Jaime Rosales
quinta, 23 Julho
(m/12)
EM BRUGES
de Martin McDonagh
sexta, 24 Julho
(m/16)
O CORPO DA MENTIRA
de Ridley Scott
sábado, 25 Julho
(m/16)
BEM-VINDO AO NORTE
de Dany Boon
domingo, 26 Julho
(m/6)
QUATRO NOITES COM ANNA
de Jerzy Skolimowski
segunda, 27 Julho
(m/16)
CREPÚSCULO
de Catherine Hardwicke
terça, 28 Julho
(m/12)
A FRONTEIRA DO AMANHECER
de Philippe Garrel
quarta, 29 Julho
(m/12)
ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
de Fernando Meirelles
quinta, 30 Julho
(m/16)
FROST / NIXON
de Ron Howard
sexta, 31 Julho
(m/12)
AGOSTO
ENCERRADO PARA FÉRIAS

A DUQUESA
de Saul Dibb
terça, 01 Setembro
(m/12q)
A TROCA
de Clint Eastwood
quarta, 02 Setembro
(m/12q)
ESTA NOITE
de Werner Schroeter
quinta, 03 Setembro
(m/16)
OS TRÊS MACACOS
de Nuri Bilge Ceylan
sexta, 04 Setembro
(m/12)
A VALSA COM BASHIR
de Ari Folman
sábado, 05 Setembro
(m/16)
REVOLUTIONARY ROAD
de Sam Mendes
domingo, 06 Setembro
(m/16q)
FOME
de Steve McQueen
segunda, 07 Setembro
(m/16q)
O CASAMENTO DE RACHEL
de Jonathan Demme
terça, 08 Setembro
(m/12)
O COMPLEXO BAADER MEINHOF
de Uli Edel
quarta, 09 Setembro
(m/16)
O RAPAZ DO PIJAMA ÀS RISCAS
de Mark Herman
quinta, 10 Setembro
(m/12q)
DÚVIDA
de John Patrick Shanley
sexta, 11 Setembro
(m/12q)
O WRESTLER
de Darren Aronofsky
sábado, 12 Setembro
(m/16q)
O ESTRANHO CASO DE BENJAMIN BUTTON
de David Fincher
domingo, 13 Setembro
(m/12q)
O VISITANTE
de Tom McCarthy
segunda, 14 Setembro
(m/12)
O CANTO DOS PASSAROS
de Albert Serra
terça, 15 Setembro
(m/6)
TEMPOS DE VERÃO
de Olivier Assayas
quarta, 16 Setembro
(m/12)
O LEITOR
de Stephen Daldry
quinta, 17 Setembro
(m/16q)
GRAN TORINO
de Clint Eastwood
sexta, 18 Setembro
(m/12q)
VICKY CRISTINA BARCELONA
de Woody Allen
sábado, 19 Setembro
(m/12q)
O ARGENTINO
de Steven Soderberg
domingo, 20 Setembro
(m/12q)
GUERRILHA
de Steven Soderberg
segunda, 21 Setembro
(m/12q)
SINGULARIDADES DE UMA RAPARIGA LOURA
de Manoel de Oliveira
terça, 22 Setembro
(m/12)
MILK
de Gus Van Sant
quarta, 23 Setembro
(m/12q)
HISTORIAS DE CABARET
de Abel Ferrara
quinta, 24 Setembro
(m/16)
UM DIA DE CADA VEZ
de Mike Leigh
sexta, 25 Setembro
(m/12)
UM CONTO DE NATAL
de Arnaud Desplechin
sábado, 26 Setembro
(m/12)
LA CAJA - QUATRO MULHERES E UM MORTO, Juan Carlos Falcón
domingo
de 27 Setembro
(m/12)
UM AMOR DE PERDIÇÃO
de Mário Barroso
segunda, 28 Setembro
(m/12)
ALMOÇO DE 15 DE AGOSTO
de Gianni di Gregório
terça, 29 Setembro
(m/12)
QUEM QUER SER BILIONÁRIO?
de Danny Boyle
quarta, 30 Setembro
(m/12q)
Cine Estúdio do Teatro Campo Alegre
Rua das Estrelas
Telef: 226063000
Medeia Filmes
os melhores filmes estreados entre
Junho 2008 e Junho 2009
de 9 a 31 de Julho e de 1 a 30 de Setembro
no Teatro do Campo Alegre
Preço Único: 3,50€
Sessões às: 18h30, 22h00
O ACONTECIMENTO
de M. Night Shyamalan
quinta, 09 Julho
(m/12)
ALEXANDRA
de Alexander Sokurov
sexta, 10 Julho
(m/12)
BAILE DE OUTONO
de Veiku Õunpuu
sábado, 11 Julho
(m/16)
YELLA
de Christian Petzold
domingo, 12 Julho
(m/12)
O MEU IRMÃO É FILHO ÚNICO
de Daniele Luchetti
segunda, 13 Julho
(m/12)
TROPA DE ELITE
de José Padilha
terça, 14 Julho
(m/16q)
PARIS
de Cédric Klapisch
quarta, 15 Julho
(m/6)
OS AMORES DE ASTREA E DE CELADON
de Eric Rohmer
quinta, 16 Julho
(m/12q)
O ESTADO MAIS QUENTE
de Ethan Hawke
sexta, 17 Julho
(m/16)
DESTRUIR DEPOIS DE LER
de Joel e Ethan Coen
sábado, 18 Julho
(m/12)
ENTRE OS DEDOS
de Tiago Guedes e Frederico Serra
domingo, 19 Julho
(m/16)
ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE MORRESTE
de Sidney Lumet
segunda, 20 Julho
(m/16q)
DO OUTRO LADO
de Fatih Akin
terça, 21 Julho
(m/12q)
TEMPESTADE TROPICAL
de Ben Stiller
quarta, 22 Julho
(m/12)
A SOLIDÃO
de Jaime Rosales
quinta, 23 Julho
(m/12)
EM BRUGES
de Martin McDonagh
sexta, 24 Julho
(m/16)
O CORPO DA MENTIRA
de Ridley Scott
sábado, 25 Julho
(m/16)
BEM-VINDO AO NORTE
de Dany Boon
domingo, 26 Julho
(m/6)
QUATRO NOITES COM ANNA
de Jerzy Skolimowski
segunda, 27 Julho
(m/16)
CREPÚSCULO
de Catherine Hardwicke
terça, 28 Julho
(m/12)
A FRONTEIRA DO AMANHECER
de Philippe Garrel
quarta, 29 Julho
(m/12)
ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
de Fernando Meirelles
quinta, 30 Julho
(m/16)
FROST / NIXON
de Ron Howard
sexta, 31 Julho
(m/12)
AGOSTO
ENCERRADO PARA FÉRIAS

A DUQUESA
de Saul Dibb
terça, 01 Setembro
(m/12q)
A TROCA
de Clint Eastwood
quarta, 02 Setembro
(m/12q)
ESTA NOITE
de Werner Schroeter
quinta, 03 Setembro
(m/16)
OS TRÊS MACACOS
de Nuri Bilge Ceylan
sexta, 04 Setembro
(m/12)
A VALSA COM BASHIR
de Ari Folman
sábado, 05 Setembro
(m/16)
REVOLUTIONARY ROAD
de Sam Mendes
domingo, 06 Setembro
(m/16q)
FOME
de Steve McQueen
segunda, 07 Setembro
(m/16q)
O CASAMENTO DE RACHEL
de Jonathan Demme
terça, 08 Setembro
(m/12)
O COMPLEXO BAADER MEINHOF
de Uli Edel
quarta, 09 Setembro
(m/16)
O RAPAZ DO PIJAMA ÀS RISCAS
de Mark Herman
quinta, 10 Setembro
(m/12q)
DÚVIDA
de John Patrick Shanley
sexta, 11 Setembro
(m/12q)
O WRESTLER
de Darren Aronofsky
sábado, 12 Setembro
(m/16q)
O ESTRANHO CASO DE BENJAMIN BUTTON
de David Fincher
domingo, 13 Setembro
(m/12q)
O VISITANTE
de Tom McCarthy
segunda, 14 Setembro
(m/12)
O CANTO DOS PASSAROS
de Albert Serra
terça, 15 Setembro
(m/6)
TEMPOS DE VERÃO
de Olivier Assayas
quarta, 16 Setembro
(m/12)
O LEITOR
de Stephen Daldry
quinta, 17 Setembro
(m/16q)
GRAN TORINO
de Clint Eastwood
sexta, 18 Setembro
(m/12q)
VICKY CRISTINA BARCELONA
de Woody Allen
sábado, 19 Setembro
(m/12q)
O ARGENTINO
de Steven Soderberg
domingo, 20 Setembro
(m/12q)
GUERRILHA
de Steven Soderberg
segunda, 21 Setembro
(m/12q)
SINGULARIDADES DE UMA RAPARIGA LOURA
de Manoel de Oliveira
terça, 22 Setembro
(m/12)
MILK
de Gus Van Sant
quarta, 23 Setembro
(m/12q)
HISTORIAS DE CABARET
de Abel Ferrara
quinta, 24 Setembro
(m/16)
UM DIA DE CADA VEZ
de Mike Leigh
sexta, 25 Setembro
(m/12)
UM CONTO DE NATAL
de Arnaud Desplechin
sábado, 26 Setembro
(m/12)
LA CAJA - QUATRO MULHERES E UM MORTO, Juan Carlos Falcón
domingo
de 27 Setembro
(m/12)
UM AMOR DE PERDIÇÃO
de Mário Barroso
segunda, 28 Setembro
(m/12)
ALMOÇO DE 15 DE AGOSTO
de Gianni di Gregório
terça, 29 Setembro
(m/12)
QUEM QUER SER BILIONÁRIO?
de Danny Boyle
quarta, 30 Setembro
(m/12q)
Cine Estúdio do Teatro Campo Alegre
Rua das Estrelas
Telef: 226063000
Medeia Filmes
Sábado, Julho 04, 2009

Ora cá está um fabuloso Art-blog
dedicado a Serge Gainsbourg
criado por Jonathan Edwards.
Chama-se Draw Serge!
Sexta-feira, Julho 03, 2009
Cinema Fora do Sítio 2009
(na Cidade do Porto)
3 de Julho
Anjos e Demónios
de Ron Howard
Praça General Humberto Delgado
4 de Julho
Intriga Internacional
de Alfred Hitchcock
Praça da Batalha
10 de Julho
Gran Torino
de Clint Eastwood
Passeio Alegre (junto ao coreto)
11 de Julho
A Doce Vida
de Federico Fellini
Praça Dr. Francisco Sá Carneiro
17 de Julho
O Estranho caso de Benjamin Button
de David Fincher
Jardim João Chagas (cordoaria)
18 de Julho
Mulholland Drive
de David Lynch
Jardins do Palácio de Cristal (gruta)
24 de Julho
Uma História Simples
de David Lynch
Praça Mouzinho de Albuquerque
(rotunda da Boavista)
25 de Julho
O Exterminador Implacável
de James Cameron
Parque da Cidade
(junto ao edifício transparente)
31 de Julho
Dancer in the Dark
de Lars Von Trier
Av. do Brasil
(junto à praia do Homem do Leme)
1 de Agosto
Quem quer ser Bilionário
de Danny Boyle
Praça da Ribeira
(junto ao Cubo)
(na Cidade do Porto)
3 de Julho
Anjos e Demónios
de Ron Howard
Praça General Humberto Delgado
4 de Julho
Intriga Internacional
de Alfred Hitchcock
Praça da Batalha
10 de Julho
Gran Torino
de Clint Eastwood
Passeio Alegre (junto ao coreto)
11 de Julho
A Doce Vida
de Federico Fellini
Praça Dr. Francisco Sá Carneiro
17 de Julho
O Estranho caso de Benjamin Button
de David Fincher
Jardim João Chagas (cordoaria)
18 de Julho
Mulholland Drive
de David Lynch
Jardins do Palácio de Cristal (gruta)
24 de Julho
Uma História Simples
de David Lynch
Praça Mouzinho de Albuquerque
(rotunda da Boavista)
25 de Julho
O Exterminador Implacável
de James Cameron
Parque da Cidade
(junto ao edifício transparente)
31 de Julho
Dancer in the Dark
de Lars Von Trier
Av. do Brasil
(junto à praia do Homem do Leme)
1 de Agosto
Quem quer ser Bilionário
de Danny Boyle
Praça da Ribeira
(junto ao Cubo)
Domingo, Junho 28, 2009
Ofício de Amor
Se conheces o prazer, não escatimes o beijo
pois o prazer de amar não comporta medida.
Deixa-te beijar e beija tu depois,
que nos lábios sempre é onde o amor perdura.
Não beijes, não, como o escravo e o crente,
mas como o viandante à fonte oferecida.
Deixa-te beijar - ardente sacrifício -
quanto mais queima mais fiel é o beijo.
Que terias feito se tu morresses antes,
sem mais fruto do que a aragem no rosto?
Deixa-te beijar, e no peito, nas mãos
- amante ou amada - a taça muito alta.
Quando beijes, bebe, o copo sare o medo:
beija no pescoço, o sítio mais formoso.
Deixa-te beijar,
e se ainda te apetece
beija de novo, pois a vida é contada.
Joan Salvat-Papasseit (1894-1924)
Catalunha
Tradução de José Bento
Se conheces o prazer, não escatimes o beijo
pois o prazer de amar não comporta medida.
Deixa-te beijar e beija tu depois,
que nos lábios sempre é onde o amor perdura.
Não beijes, não, como o escravo e o crente,
mas como o viandante à fonte oferecida.
Deixa-te beijar - ardente sacrifício -
quanto mais queima mais fiel é o beijo.
Que terias feito se tu morresses antes,
sem mais fruto do que a aragem no rosto?
Deixa-te beijar, e no peito, nas mãos
- amante ou amada - a taça muito alta.
Quando beijes, bebe, o copo sare o medo:
beija no pescoço, o sítio mais formoso.
Deixa-te beijar,
e se ainda te apetece
beija de novo, pois a vida é contada.
Joan Salvat-Papasseit (1894-1924)
Catalunha
Tradução de José Bento
Sábado, Junho 27, 2009

Aquele querido mês de Agosto
adorei-o na sala escura.
Venha daí esse DVD, pode ser em Agosto
para bater certo,
e já agora a banda sonora original,
seria também uma ideia a gosto.
Há versões efectivamente geniais.
Mais um 45 rpm altamente dançante.
Tour Eiffel Records
toujours au top du chic parisien
Terça-feira, Junho 16, 2009
Parece improvável que
um solitário de 75 anos,
cansado de viver e isolado do mundo,
conheça uma jovem de 25 anos na internet.
Mais improvável ainda
que ele seja um escritor laureado com o
Prémio Nobel da Literatura
e ela uma vibrante aspirante a romancista.
No entanto, quando ela revela o seu fascínio
por Paris, para onde decide partir na esperança
de terminar o seu livro, ele segue-a.
E, ao longo de um indolente e sensual Verão,
numa sedução animada por uma paixão
comum pela arte, Paris e a gastronomia francesa,
os dois escritores exploram os limites
do prazer e da criatividade.
"Um livro que nos permite repensar
alguns dos nossos dilemas
sobre amor e sensualidade"
Time Out
Com um estilo e ritmo únicos,
Aquele Verão em Paris
de Abha Dawesar
é uma reflexão sobre a forma como
a arte e o amor
estão intrínseca e visceralmente ligados.
Domingo, Maio 31, 2009

Nord Sud - 1917
Juan Miró
O livro, visto por fora, não mostra nada;
por dentro está cheio de mistérios:
o livro se se imprimem muitos volumes,
tanto tem um, como todos, e não têm mais
todos que um:
o livro está juntamente em Roma, na Índia
e em Lisboa, e é o mesmo; o livro, sendo o mesmo
para todos, uns percebem dele muito, outros pouco,
outros nada:
cada um conforme a sua capacidade;
o livro é um mudo que fala, um surdo que responde,
um cego que guia, um morto que vive, e,
não tendo acção em si mesmo, move os ânimos
e causa grandes efeitos.
Padre António Vieira
Sermão de Nossa Senhora de Penha de França
Segunda-feira, Maio 11, 2009
Sábado, Maio 09, 2009
Sábado, Abril 18, 2009
Love me love me love me
Say you do
Let me fly away
with you
For my love is like
the wind
And wild is the wind
Give me more
than one caress
Satisfy this
hungriness
Let the wind
blow through your heart
For wild is the wind
You...
touch me...
I hear the sound
of mandolins
You...
kiss me...
With your kiss
my life begins
You're spring to me
All things
to me
Don't you know you're
life itself
Like a leaf clings
to a tree
Oh my darling,
cling to me
For we're creatures
of the wind
And wild is the wind
So wild is the wind
Wild is the wind
Dimitri Tiomnkin e Ned Washington (1957)
Quarta-feira, Abril 08, 2009
Domingo, Março 29, 2009
Sábado, Março 28, 2009
"Being a photographer is making people
look at what i want them to look at"

look at what i want them to look at"

Ruth Orkin
(sitting at statue) 1951
(sitting at statue) 1951
Domingo, Março 15, 2009
O último recado antes do Inverno
O tempo vai passando. Vamos morrendo devagar,
subindo o rio, descansamos sob os choupos,
as vinhas escurecem com a luz do dia.
Muitas vezes, nesta altura do ano, não chega a amanhecer,
a água do rio turva rente às margens,
os areais prolongam-se, claros demais, brancos.
O tempo vai passando entre a erva,
emudece como o musgo do Outono nos pinhais,
escuta as vozes poisando mais além, entre os canais
onde a morte aguarda, serena. Amo estas árvores,
é o último recado que gostaria de deixar,
mais que as mulheres que me amaram,
ou que amei. O tempo vai passando devagar.
Francisco José Viegas

Book, Pipe and Glasses - 1915
de Juan Gris (1887-1927)
O tempo vai passando. Vamos morrendo devagar,
subindo o rio, descansamos sob os choupos,
as vinhas escurecem com a luz do dia.
Muitas vezes, nesta altura do ano, não chega a amanhecer,
a água do rio turva rente às margens,
os areais prolongam-se, claros demais, brancos.
O tempo vai passando entre a erva,
emudece como o musgo do Outono nos pinhais,
escuta as vozes poisando mais além, entre os canais
onde a morte aguarda, serena. Amo estas árvores,
é o último recado que gostaria de deixar,
mais que as mulheres que me amaram,
ou que amei. O tempo vai passando devagar.
Francisco José Viegas

Book, Pipe and Glasses - 1915
de Juan Gris (1887-1927)
Domingo, Março 08, 2009
A música exprime apenas a quintessência da vida
e dos seus acontecimentos,
e nunca os acontecimentos em si.
Ouvir música não é uma experiência apenas
auditiva e emocional, é também motora.
"Ouvimos música com os músculos",
como escreveu Nietzsche.
Tendemos a acompanhar o ritmo da música,
involuntariamente, mesmo quando não estamos
conscientemente a ouvi-la, e as nossas expressões
e postura espelham a "narrativa" da melodia,
assim como os pensamentos e sensações
que a mesma provoca.

De repente alguém decididamente me confrontou
com o facto de que, mesmo amando os sons,
a música não servia rigorosamente para nada.
Pensei imenso sobre o porquê de alguém ser
capaz de me desafiar dessa forma
e me fazer questionar amiúde sobre o poder
que efectivamente a música e os sons
poderiam ter sobre a minha pessoa.
Acabei de ler um livro que me respondeu inteligentemente e
de uma forma científica a esta questão e muitas mais.
Chama-se
Musicofilia
e é da autoria de
Oliver Sacks.
e dos seus acontecimentos,
e nunca os acontecimentos em si.
Ouvir música não é uma experiência apenas
auditiva e emocional, é também motora.
"Ouvimos música com os músculos",
como escreveu Nietzsche.
Tendemos a acompanhar o ritmo da música,
involuntariamente, mesmo quando não estamos
conscientemente a ouvi-la, e as nossas expressões
e postura espelham a "narrativa" da melodia,
assim como os pensamentos e sensações
que a mesma provoca.

De repente alguém decididamente me confrontou
com o facto de que, mesmo amando os sons,
a música não servia rigorosamente para nada.
Pensei imenso sobre o porquê de alguém ser
capaz de me desafiar dessa forma
e me fazer questionar amiúde sobre o poder
que efectivamente a música e os sons
poderiam ter sobre a minha pessoa.
Acabei de ler um livro que me respondeu inteligentemente e
de uma forma científica a esta questão e muitas mais.
Chama-se
Musicofilia
e é da autoria de
Oliver Sacks.
Sábado, Março 07, 2009
Caranguejola
Ah, que me metam entre cobertores,
E não me façam mais nada!...
Que a porta do meu quarto fique para sempre fechada,
Que não se abra mesmo para ti se lá fores!
Lã vermelha, leito fofo. Tudo bem calafetado...
Nenhum livro, nenhum livro à cabeceira...
Façam apenas com que eu tenha sempre a meu lado
Bolos de ovos e uma garrafa de Madeira.
Não, não estou para mais; não quero mesmo brinquedos.
Pra quê? Até se mos dessem não saberia brincar...
Que querem fazer de mim com estes enleios e medos?
Não fui feito pra festas. larguem-me! Deixem-me sossegar!...
Noite sempre plo meu quarto. As cortinas corridas,
E eu aninhado a dormir, bem quentinho - que amor!...
Sim: ficar sempre na cama, nunca mexer, criar bolor -
Plo menos era o sossego completo... História! era a melhor das vidas...
Se me doem os pés e não sei andar direito,
Pra que hei-de teimar em ir para as salas, de Lord?
- Vamos, que a minha vida por uma vez se acorde
Com o meu corpo, e se resigne a não ter jeito...
De que me vale sair, se me constipo logo?
E quem posso eu esperar, com a minha delicadeza?...
Deixa-te de ilusões, Mário! Bom édredon, bom fogo -
E não penses no resto. É já bastante, com franqueza...
Desistamos. A nenhuma parte a minha ânsia me levará.
Pra que hei-de então andar aos tombos, numa inútil correria?
Tenham dó de mim. Co'a breca! levem-me prà enfermaria! -
Isto é, pra um quarto particular que o meu Pai pagará.
Justo. Um quarto de hospital, higiénico, todo branco, moderno e tranquilo;
Em Paris, é preferível, por causa da legenda...
De aqui a vinte anos a minha literatura talvez se entenda;
E depois de estar maluquinho em Paris fica bem, tem certo estilo...
Quanto a ti, meu amor, podes vir às quintas-feiras,
Se quiseres ser gentil, perguntar como eu estou.
Agora no meu quarto é que tu não entras, mesmo com as melhores maneiras...
Nada a fazer, minha rica. o menino dorme. Tudo o mais acabou.
Paris - Novembro 1915
"Os últimos Poemas de Mário de Sá-Carneiro"
(edição de Fernando Pessoa, Antena 2, Novembro de 1924)
Ah, que me metam entre cobertores,
E não me façam mais nada!...
Que a porta do meu quarto fique para sempre fechada,
Que não se abra mesmo para ti se lá fores!
Lã vermelha, leito fofo. Tudo bem calafetado...
Nenhum livro, nenhum livro à cabeceira...
Façam apenas com que eu tenha sempre a meu lado
Bolos de ovos e uma garrafa de Madeira.
Não, não estou para mais; não quero mesmo brinquedos.
Pra quê? Até se mos dessem não saberia brincar...
Que querem fazer de mim com estes enleios e medos?
Não fui feito pra festas. larguem-me! Deixem-me sossegar!...
Noite sempre plo meu quarto. As cortinas corridas,
E eu aninhado a dormir, bem quentinho - que amor!...
Sim: ficar sempre na cama, nunca mexer, criar bolor -
Plo menos era o sossego completo... História! era a melhor das vidas...
Se me doem os pés e não sei andar direito,
Pra que hei-de teimar em ir para as salas, de Lord?
- Vamos, que a minha vida por uma vez se acorde
Com o meu corpo, e se resigne a não ter jeito...
De que me vale sair, se me constipo logo?
E quem posso eu esperar, com a minha delicadeza?...
Deixa-te de ilusões, Mário! Bom édredon, bom fogo -
E não penses no resto. É já bastante, com franqueza...
Desistamos. A nenhuma parte a minha ânsia me levará.
Pra que hei-de então andar aos tombos, numa inútil correria?
Tenham dó de mim. Co'a breca! levem-me prà enfermaria! -
Isto é, pra um quarto particular que o meu Pai pagará.
Justo. Um quarto de hospital, higiénico, todo branco, moderno e tranquilo;
Em Paris, é preferível, por causa da legenda...
De aqui a vinte anos a minha literatura talvez se entenda;
E depois de estar maluquinho em Paris fica bem, tem certo estilo...
Quanto a ti, meu amor, podes vir às quintas-feiras,
Se quiseres ser gentil, perguntar como eu estou.
Agora no meu quarto é que tu não entras, mesmo com as melhores maneiras...
Nada a fazer, minha rica. o menino dorme. Tudo o mais acabou.
Paris - Novembro 1915
"Os últimos Poemas de Mário de Sá-Carneiro"
(edição de Fernando Pessoa, Antena 2, Novembro de 1924)

Fotografia de Paulo Moura
Outono 2008
Peso do Outono
Eu vi o Outono desprender suas folhas,
cair no regaço de mulheres muito loucas.
Cem duzentas pessoas num café cheio de fumo
na cidade de Heidelberg pronta para a neve
saboreavam tepidamente a sua ignorância.
Eu vi as amantes ensandecerem
com esse peso de Outono. Perderam as forças
com o Outono masculino e sangrento.
Os gritos a meio da noite
das amantes a meio da loucura voavam
como facas para o meu peito.
Alguns poetas li-os melhor no Outono,
certos amores só poderia tê-los,
como tive, nos dias doces da vindima.
Fernando Assis Pacheco
in "A Musa Irregular"
"O Simão era o meu irmão preferido.
Era muito bonito, não tinha medo de nada.
Eu tinha 12 anos, ele era o único lá em casa
que me tratava como uma pessoa crescida.
O outro, o Manuel
era um sonso, sempre agarrado ás saias da Mãe,
naquele tempo, eu nem sequer acreditava
que ele fosse o meu irmão a sério.
O meu irmão de certeza absoluta era o Simão,
se não fosse,
era com ele que eu casava."

Bernardo Sassetti acaba de gravar a banda sonora
da longa metragem "Um Amor de Perdição"
de Mário Barroso.
É quase sempre assim,
do que é bom e bem feito,
pouco ou nunca se fala.
Sassetti gravou as composições com
a Orquestra Sinfonietta de Lisboa,
dirigida por Vasco Pearce de Azevedo.
Mais distante do território jazzistico,
Bernardo Sassetti é cada vez mais um nome obrigatório
no que a bandas sonoras de filmes portugueses diz respeito.
"Um Amor de Perdição" é a sua homenagem
à música criada de raiz para imagens de outros.
Nesta banda sonora podemos sentir uma enorme capacidade
de sugestão dramática de Sassetti a partir da adaptação
do conhecido romance de Camilo Castelo Branco.
"Um amor de Perdição" tem argumento de
Carlos Branco, numa adaptação para a actualidade
do trágico amor entre Simão botelho e Teresa de Albuquerque.
Mais uma banda sonora obrigatória.
Era muito bonito, não tinha medo de nada.
Eu tinha 12 anos, ele era o único lá em casa
que me tratava como uma pessoa crescida.
O outro, o Manuel
era um sonso, sempre agarrado ás saias da Mãe,
naquele tempo, eu nem sequer acreditava
que ele fosse o meu irmão a sério.
O meu irmão de certeza absoluta era o Simão,
se não fosse,
era com ele que eu casava."
Bernardo Sassetti acaba de gravar a banda sonora
da longa metragem "Um Amor de Perdição"
de Mário Barroso.
É quase sempre assim,
do que é bom e bem feito,
pouco ou nunca se fala.
Sassetti gravou as composições com
a Orquestra Sinfonietta de Lisboa,
dirigida por Vasco Pearce de Azevedo.
Mais distante do território jazzistico,
Bernardo Sassetti é cada vez mais um nome obrigatório
no que a bandas sonoras de filmes portugueses diz respeito.
"Um Amor de Perdição" é a sua homenagem
à música criada de raiz para imagens de outros.
Nesta banda sonora podemos sentir uma enorme capacidade
de sugestão dramática de Sassetti a partir da adaptação
do conhecido romance de Camilo Castelo Branco.
"Um amor de Perdição" tem argumento de
Carlos Branco, numa adaptação para a actualidade
do trágico amor entre Simão botelho e Teresa de Albuquerque.
Mais uma banda sonora obrigatória.
Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009
We all perform.
It's what we do for each other all the time,
deliberately or unintentionally.
It's a way of telling about ourselves
in the hope of being recognized
as what we'd like to be.
Richard Avedon
It's what we do for each other all the time,
deliberately or unintentionally.
It's a way of telling about ourselves
in the hope of being recognized
as what we'd like to be.
Richard Avedon













