Domingo, Novembro 08, 2009
Sábado, Novembro 07, 2009
Paris testemunhou mais acontecimentos importantes do que qualquer outra grande cidade, desde guerras, terror e invasões até grandes levantes políticos e revoluções artísticas. Foco de inúmeras gerações de admiradores e detractores, a cidade evoca imagens vividas até mesmo naqueles que nunca lá estiveram. Nenhum lugar na terra foi mais percorrido e mais imortalizado pela literatura, pelas artes plásticas, pelo cinema, pela fotografia e pela música.
"Paris é o mundo, o resto do planeta Terra é apenas seu subúrbio."
Marivaux
in Paris - Biografia de uma cidade
de Colin Jones
Quinta-feira, Novembro 05, 2009
O Estoril Film Festival arrancou, dia 5 de Novembro
com a inauguração da exposição
Portraits in Eyes, de Juliette Binoche
e a projecção, em antestreia nacional
do mais recente filme de
Wes Anderson,
Fantastic Mr. Fox.

com a inauguração da exposição
Portraits in Eyes, de Juliette Binoche
e a projecção, em antestreia nacional
do mais recente filme de
Wes Anderson,
Fantastic Mr. Fox.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Exposição de:
Augusto Alves da Silva
Sem Saída
Ensaio Sobre o Optimismo
Museu de Serralves
de 23 de Outubro de 2009 a 31 de Janeiro de 2010
Augusto Alves da Silva (n. 1963, Lisboa) é um dos mais importantes artistas portugueses revelados na década de 1990. Embora não trabalhe exclusivamente com a fotografia, é neste meio que tem executado alguns dos trabalhos mais marcantes no contexto artístico português dos últimos vinte anos. Augusto Alves da Silva tira partido da ilusória neutralidade da fotografia e dos códigos convocados automaticamente por determinados regimes de imagens (paisagem, retrato), apresentando imagens claras, nítidas, em que o excepcional nunca salta à vista, antes tendo de ser procurado; em que, no fundo, nunca nada é dado a ver de forma imediata, promovendo um diferimento que desmente retrospectivamente, consoante olhamos mais atentamente para cada imagem, aquilo que, num primeiro olhar, ela parecia significar. Esta será a primeira exposição retrospectiva de um dos mais importantes fotógrafos portugueses da actualidade.

As minhas imagens são claras e o que nelas aparece é reconhecível. São, de certa forma, aquilo que um fotógrafo amador tenta fazer quando traz fotografias das viagens para mostrar aos amigos (...)
Quero que as minhas imagens, porque aparentemente cristalinas, possam cativar quaisquer pessoas, para depois confundi-las. Se se sentirem confusas é porque estão a raciocinar. Talvez comecem a não tomar como garantido aquilo que está à frente delas.
Quero que as minhas imagens, porque aparentemente cristalinas, possam cativar quaisquer pessoas, para depois confundi-las. Se se sentirem confusas é porque estão a raciocinar. Talvez comecem a não tomar como garantido aquilo que está à frente delas.
Augusto Alves da Silva
Exposição a não perder.
Terça-feira, Outubro 27, 2009
Domingo, Outubro 25, 2009
Sábado, Outubro 24, 2009
Capa da edição de Outubro de 2009 da revista Photo
O artista parisiense Willy Ronis foi o primeiro fotógrafo
de nacionalidade francesa a trabalhar para a revista Life.
Recebeu diversos prémios entre os quais
a medalha de ouro na Bienal de Veneza em 1957
e o grande prémio Nacional das Artes e Letras.
Com um trabalho que atravessa grande parte
do século XX, Willie Ronis começou por se inspirar
nos percursos de Alfred Stiegliz e de Ansel Adams,
tendo exposto ao lado de nomes
como o de Cartier-Bresson.
Para além da fotografia dedicou-se às reportagens,
às ilustrações e deu aulas nas Belas Artes de Avignon.
de nacionalidade francesa a trabalhar para a revista Life.
Recebeu diversos prémios entre os quais
a medalha de ouro na Bienal de Veneza em 1957
e o grande prémio Nacional das Artes e Letras.
Com um trabalho que atravessa grande parte
do século XX, Willie Ronis começou por se inspirar
nos percursos de Alfred Stiegliz e de Ansel Adams,
tendo exposto ao lado de nomes
como o de Cartier-Bresson.
Para além da fotografia dedicou-se às reportagens,
às ilustrações e deu aulas nas Belas Artes de Avignon.
Willy Ronis morreu aos 99 anos a 12 de Setembro de 2009.
Terça-feira, Outubro 13, 2009
O desejo é o gatilho erótico de todas as revoluções (...).
Inês Pedrosa
in Revista Única (Jornal Expresso)
22/7/2006
Inês Pedrosa
in Revista Única (Jornal Expresso)
22/7/2006
Sábado, Outubro 10, 2009
Sexta-feira, Outubro 09, 2009
Annabel Lee
Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.
Eu era criança, e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor -
O meu e o d'ela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.
E foi esta a razão porque, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu d'uma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.
E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.
Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos no céu lá em cima,
Nem demónios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.
Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim estou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.
Edgar Allan Poe
Segunda-feira, Setembro 28, 2009
Quarta-feira, Setembro 23, 2009
Quinta-feira, Setembro 10, 2009
Quarta-feira, Setembro 09, 2009
É o espectador, e não a vida,
que a arte verdadeiramente reflecte.
Oscar Wilde, prefácio a
O Retrato de Dorian Gray
que a arte verdadeiramente reflecte.
Oscar Wilde, prefácio a
O Retrato de Dorian Gray
Guardei a solidão dos primeiros livros. Levei-a comigo.
Levo sempre a minha escrita comigo, aonde quer que
vá. A Paris. A Trouville. Ou a Nova Iorque.
Marguerite Duras
in Escrever
Levo sempre a minha escrita comigo, aonde quer que
vá. A Paris. A Trouville. Ou a Nova Iorque.
Marguerite Duras
in Escrever
O único homem feliz é o que não toma nada a sério.
Quanto mais as coisas se tomam a sério mais infeliz se é.
O que toma a sério a sorte da humanidade é quase o
mais infeliz de todos os homens... Quase: o que toma a sério
a sorte do mundo e o enigma do universo é ainda mais infeliz.
Fernando Pessoa
in Livro do Desassossego
Quanto mais as coisas se tomam a sério mais infeliz se é.
O que toma a sério a sorte da humanidade é quase o
mais infeliz de todos os homens... Quase: o que toma a sério
a sorte do mundo e o enigma do universo é ainda mais infeliz.
Fernando Pessoa
in Livro do Desassossego
"A vida é demasiado preciosa
para ser esbanjada
num mundo desencantado"
diz a certa altura um dos protagonistas
do romance Jesusalém do escritor
moçambicano Mia Couto
para ser esbanjada
num mundo desencantado"
diz a certa altura um dos protagonistas
do romance Jesusalém do escritor
moçambicano Mia Couto
Sábado, Setembro 05, 2009

40 anos depois do mítico "Je t'aime moi non plus"
ao lado do autor e seu companheiro Serge Gainsbourg,
Jane Birkin volta a cantar em Lisboa.
Birkin editou recentemente "Enfants d'hiver",
album em que pela primeira vez assume todas as letras,
o que significa uma intensa viagem ao seu universo íntimo.
É esse o trabalho que vem apresentar ao CCB.
Jane, alvo de culto, requisitada por nomes
do universo alternativo como Beth Gibbon, Feist,
Bryan Ferry e Divine Comedy virá cantar
dia 8 de Outubro de 2009
ao Grande Auditório do CCB
em concerto único pelas 21h00.
A não perder, calha numa 5ª feira.
Quarta-feira, Setembro 02, 2009
O tempo é como um rio,
o fluxo irresistível de todas as criações.
Assim que surge uma coisa,
logo passa, para ser substituída
por outra coisa, também ela passageira.
Marco Aurélio
in Meditações
o fluxo irresistível de todas as criações.
Assim que surge uma coisa,
logo passa, para ser substituída
por outra coisa, também ela passageira.
Marco Aurélio
in Meditações
Domingo, Agosto 02, 2009
Segunda-feira, Julho 20, 2009
Esta é uma das histórias mais auspiciosas de Verne,
que "inventou" uma ida à Lua em 1865, altura em que
praticamente ainda não havia informações sobre
que exigências deveria ter o canhão para que,
de facto, o seu projéctil chegasse à Lua.
Da Terra à Lua é uma divertida história de ficção-científica,
um dos primeiros romances do género na história da literatura,
que inspirou o filme Le Voyage dans la Lune, de Georges Méliès,
um dos pioneiros do cinema.
Domingo, Julho 19, 2009
Quinta-feira, Julho 16, 2009
A ARTE livra-nos ilusoriamente da sordidez de sermos. Enquanto sentimos os males e as injúrias de Hamlet, príncipe da Dinamarca, não sentimos os nossos - vis porque são nossos e vis porque são vis.
O amor, o sono, as drogas e intoxicantes, são formas elementares da arte, ou, antes, de produzir o mesmo efeito que ela. Mas amor, sono e drogas tem cada um a sua desilusão. O amor farta ou desilude. Do sono desperta-se, e, quando se dormiu, não se viveu. As drogas pagam-se com a ruína de aquele mesmo físico que serviram de estimular. Mas na arte não há desilusão porque a ilusão foi admitida desde o princípio. Da arte não há despertar, porque nela não dormimos, embora sonhássemos. Na arte não há tributo ou multa que paguemos por ter gozado dela.
O prazer que ela nos oferece, como em certo modo não é nosso, não temos nós que pagá-lo ou que arrepender-nos dele.
Por arte entende-se tudo que nos delicia sem que seja nosso - o rasto da passagem, o sorriso dado a outrem, o poente, o poema, o universo objectivo.
Possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é extrair de uma coisa a sua essência.
Fernando Pessoa in
Livro do Desassossego
O amor, o sono, as drogas e intoxicantes, são formas elementares da arte, ou, antes, de produzir o mesmo efeito que ela. Mas amor, sono e drogas tem cada um a sua desilusão. O amor farta ou desilude. Do sono desperta-se, e, quando se dormiu, não se viveu. As drogas pagam-se com a ruína de aquele mesmo físico que serviram de estimular. Mas na arte não há desilusão porque a ilusão foi admitida desde o princípio. Da arte não há despertar, porque nela não dormimos, embora sonhássemos. Na arte não há tributo ou multa que paguemos por ter gozado dela.
O prazer que ela nos oferece, como em certo modo não é nosso, não temos nós que pagá-lo ou que arrepender-nos dele.
Por arte entende-se tudo que nos delicia sem que seja nosso - o rasto da passagem, o sorriso dado a outrem, o poente, o poema, o universo objectivo.
Possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é extrair de uma coisa a sua essência.
Fernando Pessoa in
Livro do Desassossego















